Programa Roda Viva empurra a Internet pra mais perto da TV
13 de Maio, 2008 escrito por Leandro Gabriel
A imagem eu roubei no TwitterBrasil, usurpando a autorização dada à Lufreitas.
Ontem à noite a Fundação Padre Anchieta deu mais um passo em direção à revolução na mídia como conhecemos.
Estreou ontem a experiência de convidar usuários do Twitter para participar do programa Roda Viva, comentando e pontuando diretamente do estúdio a entrevista enquanto é conduzida. A Lúcia Freitas, o Pedro Doria e eu formos os twitteiros convidados para a entrevista dessa semana, com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, tendo como tema central a nova Política Industrial, que foi lançada esta segunda-feira com o objetivo de melhorar o saldo da balança comercial brasileira.
Não vou ficar entupindo os leitores deste blog com meus comentários sobre o assunto, até porque, eles podem ser encontrados no Tweetscan. Recomendo fortemente a leitura dos comentários de @lufreitas e @pedrodoria, que sabem fazê-los muito melhor que eu. Vale à pena também dar uma olhada na reação geral de todo mundo, que participou lindamente da brincadeira. Fui convidado para falar sobre economia no twitter, mas fui”contratado” pelo oniscienteCOLETIVO para falar de Web sob o ponto de vista de negócios, então darei a César o que é de César.
Bacana por que?
Ressalto, assino embaixo e faço cartaz de tudo que o Otubo elogiou em seu post, que saiu agorinha antes do meu. E acredito que essa iniciativa, de aproximar a internet, enquanto mídia interativa, da mídia tradicional é MEMORÁVEL. Confesso que, assim como Pedro Markun, minha esperança é que iniciativas assim comecem a puxar a toalha para o lado certo da mídia. O lado colaborativo! Informação unilateral já não nos serve mais.
O Otubo pediu nos comentários e eu me escondo na velha justificativa de ter postado com sono. Fora o fato de AINDA ser “blogueiro iniciante”. A Lucia ainda me avisou na madrugada que estava mastigando o que ela queria no post dela e eu insisti em postar indigesto. Corrijo o erro de forma retroativa, mesmo sendo pecado.
De fato, parece esquisito uma cobertura no twitter de um programa que é transmitido ao vivo. Pra que uma cobertura se já está todo mundo assistindo e se os twitteiros convidados não são uma ponte ou interface da “Twittosfera” com o programa?
O bacana da idéia, IMHO, é o fato de trazer as conversas que aconteceriam em casa, entre pessoas assistindo juntas, para dentro do programa. O título do post resume bem o que quero dizer: A iniciativa empurrou a interatividade da internet pra mais perto da TV. Simples assim. Não disse que empurrou pra dentro, só pra mais perto.
Cabe lembrar que trata-se de uma EXPERIÊNCIA. Viu-se que as pessoas na internet interagem, percebeu-se que elas compraram a idéia. Resta para os defensores da mídia interativa, como eu e todos os que cito nesse post, torcer para que a idéia e experiência possam ir além disso. Que a TV Cultura empurre cada vez mais a interatividade. E que venha o dia em que essa interatividade, ao invés de apenas comentar a pauta, comece a pautar o programa! Mantenho então minha posição e trato essa inovação com um passo. Um belo passo, mas ainda não é uma corrida inteira.
Do mais, sobre a experiência em si:![]()
Logo que cheguei já ganhei um crachá que sabia meu nome, dizia que eu era especial e pra que eu servia (pra twittar, no caso). O número ao lado do meu “cargo”, pelo que entendi, marca minha posição no estúdio, que aparentemente segue o script da apresentação.
Fui apresentado a um sem fim de ilustres como Paulo Markun, o presidente da Fundação Padre Anchieta. As apresentações foram conduzidas pela querida Lúcia, que conhece todo mundo de todos os lugares, e ficamos “horando” na salinha, enquanto não começava o programa.![]()
Num dado momento, chegou à festa Luis Nassif, ídolo dos leitores da Revista Veja. Jamais eu, simples mortal, poderia evitar a tietagem, então fui lá (depois do programa) e pedi uma foto com ele pra mostrar pra minha mãe vocês. A Lúcia também me quebrou esse galho, e fotografou o que julgou ser a melhor foto da noite.
No fim, aconteceu exatamente como eu previa/gostaria. Falei no twitter alguns aspectos da nova política tentando sincronizar com o que era discutido na entrevista, conversei com twitteiros diversos e “respondi” ao que entrevistado e entrevistadores diziam. Ou seja, me meti a besta mesmo! Cheguei até a falar mais do que devia, floodando quem acompanhava a tag #rodaviva, mas acho que fiz jus a minha presença no estúdio, tratando do tema economia de forma agradável aos que me aturaram.
Gostei bastante da dinâmica criada por conta de @lufreitas e @pedrodoria, comunicadores experientes que são, estarem lá. Cada um pontuava a entrevista de um jeito bem particular, como se pode notar nas twittadas.
Agradeço à TV Cultura pela oportunidade de participar dessa brincadeira que considero um grande passo para a abertura do acesso à informação e espero ter atendido às expectativas dos idealizadores.
Update: O Pedro Doria mandou bem explicando qual a vantagem dessa brincadeira para o jornalismo.
Update 2: Mudei um monte de coisa e transformei isso aqui num post digno. Sei que é pecado, mas esse blog vai durar e um dia vocês acabam me perdoando. No fim, só alterei alguns links e embasei melhor minha visão da experiência, atendendo ao pedido do Otubo, nos comentários.



Mandou bem, seu Leandro, muito bem. Parabéns pela aventura. Prazer enorme estar contigo.
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[...] volta: cenas antes de entrar em cena Com o Leandro Gabriel e o Pedro Dória (perdão, fiz o post anterior sem os links… já vou arrumar), ainda na [...]
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Leandro,
Primeiro, parabéns pelo convite e pelo trabalho inovador que fez. Excelente mesmo. Segundo gostaria de questionar o real produto desta twittagem. O objetivo é acompanhar a entrevista mesmo longe da televisão? Se for, IMHO, creio que o modelo de mensagens poderia evoluir / mudar. Se for apenas um complemento à entrevista, talvez as mensagens devam ser links com mais informações. O fato é que o que mais atrai é a interação com o conteúdo. Podendo mandar perguntas, idéias e sugestões. Aliás, podemos mesmo? Percebi que a interface com a os telespectadores era uma milher que lia emails, e não o twitter. Procede?
Não sei, apenas divagando idéias do uso desse formato de fluxo de informação.
[]’s
Olá Leandro, tudo bem ?
Só para que você não passe por um ladrão usurpador!!
A autorização para a utilizar a imagem serve para você também!!
Pode utilizar e abusar!!
Abraços