Futurologia: Wall.e e a sociedade zumbi
3 de Julho, 2008 escrito por Gustavo AlvesEntro no metrô e dou uma breve olhada em volta. É tempo suficiente para contar umas 10 pessoas com fones de ouvido ou fazendo qualquer coisa no celular. Algum maluco nos EUA batizou esse fenômeno de zumbilização.
O novo filme da Pixar, Wall.E, faz uma alusão a esse conceito. O enredo mostra a rotina das pessoas que vivem num cruzeiro espacial durante 700 anos, após o êxodo do planeta Terra. Por conta da microgravidade da espaçonave os habitantes se tornam obesos mórbidos e perdem a capacidade de caminhar sobre as próprias pernas.
Todos passam os dias sentados em uma espécie de cadeira multimídia flutuante. Durante todo o tempo, a única coisa que fazem é interagir com os outros através de uma tela projetada em frente a seus olhos. Em certo momento do filme uma pessoa se desliga da tela e fica absolutamente atônita e maravilhada com a vista do espaço e das estrelas. A comodidade tecnológica foi elevada a seu grau máximo e o resultado é uma sociedade zumbi aos olhos de quem vê de fora, pois a interação humana como estamos acostumados, através da fala olhos nos olhos, gestos e toques, simplesmente não existe mais.
Pegando o gancho do filme, você consegue imaginar as infinitas possibilidades de uma cidade inteira conectada a internet? Isso não é ficção científica. Através da rede Wimax essa realidade será possível. A internet vai estar disponível em qualquer lugar, da mesma forma que funciona a rede de celulares hoje. Por exemplo: O ato de dirigir se tornará obsoleto. Apenas diga ao veículo o seu destino sente-se e relaxe que o carro se encarrega de te levar até lá. Com veículos equipados com computadores de bordo e conectados a todos os outros veículos, o trânsito pareceria uma orquestra de tão sincronizado. Enquanto espera, o passageiro pode conversar com os amigos, participar de uma reunião do trabalho, jogar World of Warcraft ou ler seus feeds.
Exagero ou não, o que vivemos hoje pode evoluir até esse ponto. Quem sabe daqui há 50 anos? Isso se considerarmos apenas a tecnologia, ou seja, descartando o fato de que o ser humano tem bom senso e sabe até que ponto se deve parar de twittar e ir pro bar viver a vida real. Falando em twitter, nesse ponto eu não tenho do que falar mal. Twitter tem se mostrado uma excelente ferramenta para combinar eventos.




Fi,
Pular de WiMax para carros autodirigidos é um salto muito grande. Sim, é completamente possível, mas se for ficar imaginando as possibilidades do futuro daí já vira especulação e não teoria. O ponto é que o filme faz uma projeção bem factível do que pode ser o futuro: Pessoas isoladas mas ao mesmo tempo conectadas ao mundo todo. Poxa mas isso eu faço hoje! Trabalho o dia inteiro com fone de ouvido isolado do mundo mas dentro da minha tela eu posso conversar com qualquer amigo online, ler e publicar conteúdo, comprar, discutir e twittar. Ah, fuck! Não quero virar aqueles gordáços.
[]’s
O filme é futurista mas muitas coisas que o filme mostra já são parte da nossa realidade hoje. Tem uma cena onde o pai, obviamente na sua cadeira flutuante, está conversando com o filho através da tela quando a “camera” mostra que o seu filho está exatamente do seu lado, mas nenhum dos dois tem conciência disso. O engraçado é que quando eu vi aquela cena eu pensei “mas nós já fazemos isso, ficamos sentados o dia inteiro na frente do computador, com fone de ouvido na maior parte do tempo, e usamos o irc/icq/whatever para conversar com o amigo que está do lado”. A única diferença é que temos conciência de que o amigo está do lado, pelo menos por enquanto.
Uhu… o povo já está babando no 2nd life, até sexo e ida a botecos fazem só no virtual. Pular dessa incapaidade total de viver o mundo real, vivendo escondido atrás de uma tela, para a realidade do filme não é muito difícil de acreditar que aconteça. Claro, nem todo mundo tem essa capacidade de toupeira, de viver “enterrado” no virtual…
………… : o …
………cara!!! …. descobri, os BORGS tão invadindo a Terra…. CORRE VÉÉÉÉIIIIIIII….
Hahahaha….Fabyam
“Nós somos os borg. Abaixem seus escudos e preparem-se para a abordagem. Sua cultura será adaptada à nossa. Nós adicionaremos suas qualidades biológicas e tecnológicas à nossa. Resistir é inútil.”
Desculpe pessoas, mas eu sou o cara mais distraído daqui.
Não assisti o Wall.E, não conheço Wimax mas curto pegar uma onda e viajar até o fututo.
Essa previsão dos carros andando sozinhos está ultrapassada, já foi prevista em Neuromancer, escrito na década de 80, outros filmes que assisti também dão algumas idéias do que será o futuro. Apesar de abominarmos estes gordões, ou a idéia de estar imerso num programa de computador (Matrix), devemos admitir que as previsões feitas por todos esses diretores e escritores não estão sendo levados em consideração e talvez veremos muitas pessoas se tornarem assim.
Agora penso, o que nós podemos fazer para mudar o curso dos acontecimentos?
Ah, acho que é ótimo ouvir música enquanto se espera para ser atendido na fila do banco ou no trânsito, mas a minha filha ouve em todo o percurso da casa até o metrô, ah estou cansada de falar com ela e não ter resposta, poxa vida!! Assim o relacionamento da gente fica difícil!!