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Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

7 de Agosto, 2008 escrito por Gustavo Alves

Começou no dia cinco de agosto a nona edição do FILE. O evento é o maior Festival de arte digital e tecnologia da América Latina.

Projetores 4k

O evento esse ano foi intitulado FILE 2008000000 de pixels, isso porque a principal atração é um cinema de altíssima definição. Criação da Sony, o novo projetor mega potente é capaz de reproduzir uma imagem com 8.847.360 pixels. Isso é 4 vezes mais definição que o Blu ray e 24 vezes que a TV convencional. o_O

Maiores informações nesse excelente post do Agenda Cult.

FILE games

Espaço onde os visitantes poderão conhecer games experimentais e artísticos como o levelHead. O game foi desenvolvido por Julian Oliver, um artista, desenvolvedor de software livre, professor e escritor.  Trata-se de uma experiência de realidade aumentada onde o jogador controla um personagem aprisionado em um labirinto.

“Inspirado nos Brinquedos filosóficos da Europa dos séculos 18 e 19 e nos sistemas de memória (”memori loci”) dos antigos gregos.  levelHead usa um cubo plástico sólido como única interface. Na tela, parece que cada face do cubo contém uma pequena sala, cada qual é logicamente conectada por portas. Numa dessas salas há um personagem. Ao inclinar o cubo, o jogador dirige esse personagem de sala em sala, numa tentativa de encontrar a saída.”

Em breve o jogo será totalmente opensource.

A genialidade do conceito está na jogabilidade. Uma webcam capta os movimentos do cubo e projeta na tela a imagem do personagem caminhando pelo cenário.

E o mais fantástico, em breve você poderá construir um desses, pois o camarada Julian irá disponibilizar toda a documentação. Não é gratuito, é opensource, é livre!

Projeto L.A.S.E.R. Tag

Os caras do Graffit Research Lab inventaram uma canetinha mágica, capaz de grafitar um prédio inteiro. A técnica usa um laser point, um projetor potente e um software desenvolvido por eles. Veja o quão impressionante é isso.

Não se assuste se uma luz forte e azul invadir a janela do seu apartamento, não será nenhuma epifania, é só alguém brincando com a canetinha.

Já posso ver os olhos dos marketeiros guerrilheiros brilhando.

ps: twitteiros, combinemos uma caravana pra lá? Sigam me os bons.

File 2008

Onde: Galeria de Arte do Sesi - Av. Paulista, 1.313, tel. 3146-7405
Quando: de 05 a 31/ago (ter. a sáb., das 10h às 20h. Seg.: 11h às 20h. Dom.: 10h às 19h)
Cinema Documenta: ter. a dom., às 12h30 e 18h30
Cinema Digital: de 5 a 7/8, às 13h, 16h e 19h
Hipersônica: 5 a 8/8, às 20h e 21h. Retirar convite no dia a partir das 12h
Entrada gratuita

Site oficial: http://www.file.org.br/

oC na primeira #Descolagem do #NAVE

8 de Julho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

Fomos convidados para a primeira #Descolagem do #NAVE, Núcleo Avançado em Educação, que além de escola pública de alta tecnologia, centro de pesquisa e inovações e espaço para exposições e seminários, é MUITO FODA! A meta da nova escola, segundo release da Oi Futuro, é preparar jovens para exercer profissões modernas como, por exemplo, roteiristas, programadores, designers e gestores de TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos.

Começo dizendo o óbvio. O espaço é realmente fantástico. Quase uma Disneyland para nerds! Playstations, Wiis e iMacs por todos os lados. É muito bom ver que tudo aquilo que, mesmo apenas vendo de longe, me levou a ser viciado em tecnologia, estará disponível para formar a próxima geração de nerds e geeks que mais que apaixonados, terão profiência na criação e uso de MAIS tecnologia.

O evento foi aberto com uma performance do DJ, videomaker e produtor NEPAL. Em seguida Samara Werner, diretora de Educação do instituto e, segundo Beto Largman, mãe do NAVE, assumiu o palco para contar um pouco sobre o projeto. Mais que uma escola, a proposta é que o #NAVE seja um centro de pensamento. O sonho do NAVE é formar jovens que entendam tecnologia como um meio, mais do que como um fim.

Beto Largman explicou do que se trata e qual a proposta do Descolagem. Os eventos que acontecerão às quintas-feiras pretendem concentrar, arquivar e tornar públicas e acessíveis as trocas de experiências, podendo ser performances, palestras, debates, etc.

O médico Lucio Abondatti falou das vantagens de se utilizar os jogos na formação e educação das crianças, da importância do incentivo (e participação) por parte dos pais ao videogame e jogos de computador. Preencher é o verbo adequado, quando o medo dos pais é a influência negativa que os jogos podem trazer.

Marco Gomes e Fabio Seixas no palco: empreendedorismo.

Marco começou chutando o balde, apresentando o video The Revolution Will Not Be Televised! e continuou no tema falando sobre a verdadeira revolução na geração e distribuição de conteúdo. As facilidades da tecnologia permitem divulgar seu trabalho, músicas, textos, etc. Organização de flashmobs, eventos, encontros de pessoas, anatomia da cauda longa, gratuidade, acesso! Reproduziu em palavra falada o manifesto que publicou em seu próprio blog. “Nós não precisamos de autorização. Para nada!”

Os dois falaram sobre a fase pré-operacional dos empreendimentos Camiseteria e boo-box. Marco trabalhava de madrugada, pedia ajuda de amigos designers e programadores, redatores e publicitários. Fábio fez pré-venda com Kits VIP para amigos e parentes para financiar o nascimento da empresa. Primeiro QG no quarto de um dos sócios, pacotes feitos em casa, de madrugada. Emprego no horário comercial e startup no tempo livre foi uma realidade, para os dois. Dois ótimos exemplos do pensamento de startup, de garagem. Tanto o Fábio quanto o Marco são fontes de inspiração para mim, e ícones de dedicação, esforço e merecido (e suado) sucesso.

Silvio Meira me deixou sem palavras quando falou de Redes, propagação de conhecimento e o Regime da Execução Imperfeita do Desconhecido, conceito de Kevin Kelly que define o tempo em que vivemos, o tempo do perpetual beta. Em Rede, nenhum de nós é bom o suficiente sozinho. Veja sua apresentação.

O evento se encerrou com um assunto importantíssimo, que merece atenção especial. Se ainda lhe resta sensatez, mobilize-se contra o PL do Azeredo .

Linklove:

Copiar e Colar
Cris Dias
Digital Drops
Efeito Cobalto
Ladybug Brazil
Leo Cabral
S.O.B.R.E.T.U.D.O.
Superafim
Working Class Anti-Hero
Wordsmith

Futurologia: Wall.e e a sociedade zumbi

3 de Julho, 2008 escrito por Gustavo Alves

Entro no metrô e dou uma breve olhada em volta. É tempo suficiente para contar umas 10 pessoas com fones de ouvido ou fazendo qualquer coisa no celular. Algum maluco nos EUA batizou esse fenômeno de zumbilização.

Encontre a pessoa que não está usando um Apple.

O novo filme da Pixar, Wall.E, faz uma alusão a esse conceito. O enredo mostra a rotina das pessoas que vivem num cruzeiro espacial durante 700 anos, após o êxodo do planeta Terra. Por conta da microgravidade da espaçonave os habitantes se tornam obesos mórbidos e perdem a capacidade de caminhar sobre as próprias pernas.

Todos passam os dias sentados em uma espécie de cadeira multimídia flutuante. Durante todo o tempo, a única coisa que fazem é interagir com os outros através de uma tela projetada em frente a seus olhos. Em certo momento do filme uma pessoa se desliga da tela e fica absolutamente atônita e maravilhada com a vista do espaço e das estrelas. A comodidade tecnológica foi elevada a seu grau máximo e o resultado é uma sociedade zumbi aos olhos de quem vê de fora, pois a interação humana como estamos acostumados, através da fala olhos nos olhos, gestos e toques, simplesmente não existe mais.

Pegando o gancho do filme, você consegue imaginar as infinitas possibilidades de uma cidade inteira conectada a internet? Isso não é ficção científica. Através da rede Wimax essa realidade será possível. A internet vai estar disponível em qualquer lugar, da mesma forma que funciona a rede de celulares hoje. Por exemplo: O ato de dirigir se tornará obsoleto. Apenas diga ao veículo o seu destino sente-se e relaxe que o carro se encarrega de te levar até lá. Com veículos equipados com computadores de bordo e conectados a todos os outros veículos, o trânsito pareceria uma orquestra de tão sincronizado. Enquanto espera, o passageiro pode conversar com os amigos, participar de uma reunião do trabalho, jogar World of Warcraft ou ler seus feeds.

Exagero ou não, o que vivemos hoje pode evoluir até esse ponto. Quem sabe daqui há 50 anos? Isso se considerarmos apenas a tecnologia, ou seja, descartando o fato de que o ser humano tem bom senso e sabe até que ponto se deve parar de twittar e ir pro bar viver a vida real. Falando em twitter, nesse ponto eu não tenho do que falar mal. Twitter tem se mostrado uma excelente ferramenta para combinar eventos.

TV Cultura, a emissora 2.0

12 de Maio, 2008 escrito por Otubo

Assisto a TV Cultura desde pequeno e sempre vi com bons olhos sua programação. Sempre repleta de programas educativos, sempre visando o acesso livre à cultura. O fato é que a Fundação Padre Anchieta está se mostrando ainda melhor nos últimos tempos. Com idéias realmente inovadoras tanto para construir conteúdo quanto para distribuí-lo.

Fundação Padre Anchieta

A cabeça por trás da inovação é o Radar Cultura. Ele foi construido para que o público possa interagir com a programação da televisão e da rádio. Seja fazendo perguntas, sugerindo músicas e até abrindo discussões. Do portal: “O RadarCultura é um ambiente de relacionamento e troca de idéias para abrir os veículos de comunicação da Fundação Padre Anchieta à colaboração de internautas. A iniciativa começa com a Rádio Cultura AM (1200 KHz em São Paulo), que terá inicialmente parte de sua programação feita pelo público.

Conheci o Radar Cultura quando o sistema de ranquear músicas (e por fim elegê-las para que toquem na programação) virou moda. Então a partir daí deslanchou: A construção colaborativa de conteúdo não se limita à criação de playlists para a rádio, mas também compartilha podcasts (que podem ser aproveitados nos programas da rádio), sugere temas para programas, discute assuntos e dá dicas de eventos culturais. A colaboração extrapola os limites do jornalismo tradicional e revoluciona a forma com que os temas são tratados dando status de editores aos leitores comuns: “As pautas e programas que antes eram definidos pela equipe agora passam pelo crivo dos usuários. As propostas encaminhadas pela comunidade de participantes aparecem lado a lado com as feitas pelos produtores e têm as mesmas chances de se transformar em programação.

Fato rápido: A TV Cultura e o Radar Cultura são os únicos meios de mídia tradicional que possuem Twitter não apenas para difundir, mas também para receber informação. Fico até sem graça de chamar de mídia tradicional…

Radar Cultura

Campus Party e Twitter:
O Radar Cultura fez uma excelente cobertura do evento em tempo real postando dicas, acontecimentos e eventos em tempo real pelo Twitter. Eu e Trecker quando passamos por lá sexta, sábado e domingo ficamos antenados na programação e não perdemos nada.

Virada Cultural, Mashups e Twitter:
Fora a já conhecida (e para nós, a quase natural) cobertura via Twitter na Virada Cultural,o Radar Cultura inovou mais uma vez. Disponibilizou um número de telefone fixo onde as pessoas poderiam ligar de qualquer ponto do evento e dar seu depoimento: Filas, comida, eventos, atrasos, elogios e críticas. Tudo foi armazenado num banco de dados e devidamente exibido em um mapa (geograficamente correto de acordo com a posição descrita no telefonema). Outro ponto é a colaboração com fotos e vídeos. Você podia enviar fotos ao Flickr ou vídeos ao YouTube sob a tag #viradacultural e #radarcultura e seu conteúdo seria indexado pelo portal. Não houve cobertura mais completa e abrangente do evento.

Roda Viva e Twitter:
Semana passada, nosso principal contribuinte com o Onisciente Coletivo, Leandro “Trecker” Gabriel, recebeu um convite da TV Cultura para participar ao vivo do programa Roda Viva. Ele irá Twittar em tempo real comentários, e receberá perguntas que poderão ser feitas ao entrevistado em questão: Ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge. O programa irá ao ar ao vivo hoje, às 22h40. Trecker, esperamos seu review da experiência aqui no oC.

E por fim, deixo meus parabéns para a Fundação Padre Anchieta. É exemplo de jornalismo sério e de vanguarda. Um viva à democratização da informação ao acesso livre da cultura.

Coca-cola e Bluetooth Marketing

3 de Abril, 2008 escrito por Leandro Gabriel

Stand da Coca-Cola no Shopping Morumbi

Hoje estava indo almoçar no Shopping Morumbi quando me deparei com um bonito espaço da Coca-cola, naquela entrada onde sempre tem gente fazendo stands bacanas de propaganda. Até aí tudo bem, mas quando passei do lado vi uma placa que dizia para os visitantes ativarem o Bluetooth do celular para receber gratuitamente o video da campanha.

Ative o Bluetooth e veja a mágica da mídia que você escolhe se quer receber ou não

Resolvi conectar e receber o tal vídeo. Achei bacana o fato de poder escolher se quero receber propaganda ou não. Parei e perguntei para o Zaydan, que trabalhava no Stand atendendo os visitantes, como eu devia fazer para receber o filme. Além de me explicar que era só ativar o Bluetooth em modo “Me Encontre”, ele foi atencioso o suficiente para me explicar como funciona o Stand e me dar um telefone de contato para maiores informações. Olha aí o vídeo que recebi:

Na volta do almoço bati um papo com a Mariana Assis, da Okto Mobile Ideas, que se prontificou via Twitter a me conceder uma micro-entrevista pelo Google Talk. Ela me contou que isso se chama Bluetooth Marketing, estratégia em que as empresas disponibilizam conteúdo gratuito relacionado a seus produtos e respondeu uma série de perguntas:

oniscienteCOLETIVO:

Quais segmentos do mercado tem se beneficiado e utilizado esse tipo de campanha?

Mariana Assis:

Esse tipo de campanha tem sido utilizado nas campanhas de marketing para filmes, principalmente. A pessoa vai ao cinema assistir ao filme e aparece na telona uma mensagem sugerido que habilite seu Bluetooth para receber wallpapers, ringtones, entre outras coisas.

oC:

E como essa estratégia foi utilizada especificamente para a campanha da Coca-Cola?

Mariana Assis:

A campanha da Coca (lançada para divulgação do novo filme “Fábrica da Felicidade”, de três minutos e meio) envolve uma garrafa gigante na qual o visitante do Stand entra e tira uma foto com “O Beijoqueiro”, personagem do filme. Tirada a foto, o visitante recebe um código que deve ser enviado via SMS para uma Large Account com uma aplicação que encaminha também por SMS um endereço WAP de onde será baixada a foto.

Além disso, no Shopping Morumbi há uma antena Bluetooth ativa que envia um vídeo do novo filme da Coca-cola para qualquer usuário que estiver com seu Bluetooth ativado.

oC:

E qual o seu papel e da Okto nesta ação?

Mariana Assis:

A Okto é a integradora que fez toda a parte de tecnologia da campanha nos stands. Eu trabalho com Desenvolvimento de Sistemas na Okto.

Mariana, fica aqui meus sinceros agradecimentos pela nossa conversa. Confesso que não sabia nada sobre o tal Bluetooth Marketing. Parabéns pela campanha! Maiores informações sobre a campanha da Coca-cola podem ser vistas no Comunicadores e no Portal da Propaganda.

Produtividade com um smartphone

6 de Março, 2008 escrito por Otubo

Escrevi no otubo.net um artigo sobre produtividade usando um smartphone ou “Por que a minha vida mudou
depois que comprei um N80″.

“Neste post pseudo-publicitário vou falar como minha vida mudou depois que comprei o smartphone Nokia N80. Especificações técnicacas, os aplicativos que uso e as mudanças de comportamento [...]”
Leia o post completo em: http://www.otubo.net/2008/03/produtividade-com-um-smartphone.html

Sei que alguns vão reclamar sobre os softwares não livres e tals, mas fazer o que? Plataformas mobile totalmente open com inclusive aplicativos open ainda fica MUITO a desejar. Senti uma carência muito grande quando pesquisei. Infelizmente tive optar por porcarias proprietárias mesmo.

A experiência Campus Party Brasil

25 de Fevereiro, 2008 escrito por Otubo

Mesmo ficando apenas dois dias no evento (sexta e sábado) não pude deixar de notar várias características que definem um evento como sendo espetacular e, por que não, revolucionário. Vou escrever dos pontos bons e dos não tão bons assim. Falar bem (e só isso) de um evento como o Campus Party é bem fácil, apontaros defeitinhos, mesmo que pequenos é mais interessante.

Campus Party Brasil

Mas… Espetacular? Ôh!
Foi o único evento que encontrei geeks de todas as raças. Computeiros, gamers, blogueiros, designers, marketeiros, físicos, curiosos e entusiastas. Todos lá. Iluminados pela luz de seu próprio monitor e produzindo informação em tempo real e a todo momento. Programando, lendo, bloggando, interagindo com outras pessoas, trocando informações, links, fotos, vídeos…Terabytes de informação! Mas o que isso tem de mais? Tem que é isso que nerd gosta! Ok, nerd também gosta de mulher, mas isso é outra história. Nerd também gosta de conhecer gente parecida, que gosta de informação não importando a área. Gosta de começar StartUps, trocar idéias e experiências, conhecer ídolos do mundo digital, gosta de fazer networking… E o que não faltava era gente pra se fazer networking.

Speedy a 5,5 Gbps… E precisa?
Falando em networking, a Telefônica foi a patrocinadora master o Campus Party Brasil e sedeu o link (ou quase um backbone inteiro) para o evento. Ela deu uma migueh instalou um link de 5,5Gbps para os mais de 3000 campuseiros. 5,5Gbps significa 5,5 Gigabits por segundo o que, trocando em miudos, equivale a aproximadamente 700MBps - 700 Megabytes por segundo, ou 1 CD de dados por segundo. Revolucionário? Nem tanto. O fato é que, pelo menos no estande da Telefônica esse valor era nominal por computador. Ou seja, se você sentasse e começasse a navegar, ia “experimentar a sensação de 5,5Gbps” naquele PC! Não é o máximo?! Na verdade não. Explico: Placas de rede, as mais bleeding edge que você pode comprar no mercado são no máximo “giga”. Passam apenas, no máximo, 1Gbps. A grande maioria ainda é 10/100. Então me diga qualé a vantagem de se ter uma conexão ultra veloz de 5,5Gbps se a sua plaquinha não aguenta nem 1Gbps direito? Ahh… Não olhe assim pra mim, eu não tenho essa resposta.

Speedy 5,5Gbps

Palestras, hands-on e oficinas: Um show aparte.
Infelizmente peguei poucas palestras, mas as poucas que peguei achei que a qualidade das informações e o nível técnico dos palestrantes foi excelente. A qualidade da platéia só fez aumentar o nível. Já perdi a conta do número de posts escritos, publicados e indexados pelo LiveStream do BlogBlogs. Parabéns a todos nessa festa de conhecimento e crowdsourcing.

Estands que deixaram a desejar.
Alguns estands no evento deixaram a desejar. Sem papas na língua, vou listá-los aqui e dizer meus argumentos do por que acho isso:

  • Campus Futuro: Excelente iniciativa de colocar várias tecnologias de vanguarda pra moçada experimentar e testar. Mas, convenhamos, usar uma tela de mult-toque apenas para jogar ping pong? Isso o meu finado Telejogo fazia muito bem, obrigado. Cadê aquelas aplicações com mapas? E as fotos?

    Tela de multi toque

     

  • Microsoft: (Aos xiitas e radicais de plantão: Não é pelo simples fato de ser M$ que eu vou falar mal, ok?) O fato é que o estand da M$ tinha um café firmeza e só isso. Tinha uns monitores com LiveSearch e tals mas nada além disso. Eai? Só isso basta?
  • YouTube: O fato é que o estand do YouTube distribuia camisetas de hora em hora pra quem fizesse um videozinho lá. E apenas isso. Cadê o diferencial? Cadê o Google e suas inovações? Impressionante.

O estand que mandou muito bem.
O estand da TV Cultura merece nota dez pela infraestrutra e pela inovação na comunicação e cobertura do evento.

TV Cultura

  • Twitter: TV Cultura: A única emissora de televisão do país que mandava em broadcast informações úteis do evento pelo Twitter do RadarCultura. Você poderia estar em alguma palestra, ou apenas perambulando pelos estand e “plin!”, chegava um SMS falando que tinha promoção em algum lugar, uma palestra imperdível em outro ou apenas dizendo que a transmissão ao vivo ia começar. Simplesmente fantástico.
  • Cobertura televisiva: Todos os dias havia uma transmissão ao vivo fazendo um resumo do dia. Entrevistas, depoimentos e tomadas realmente muito boas.
  • O compilado: Depois do término do evento, houve ainda uma maratona, um compilado com os melhores momentos. Belo resumo com informações úteis e lembranças legais.

E por fim… O fim mesmo.
Obviamente era de se esperar vários pontos ruins. Todo “primeiro evento” possui erros. Mas somando os pontos ruins e os bons sem dúvida foi um excelente espetáculo de conhecimento e informação útil para todos. E como o ministro disse na abertura: (sic) “Vamos bandalargar o Brasil!“. Entramos na era da informação sem limites. Crowdsourcing, links de 5,5Gbps (mesmo que desnecessários), ciência e inteligência coletiva.

E que venha Campus Party 2009 - e que o oniscienteColetivo possa participar a semana toda.