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Promoção cruzadinha dos blogs

21 de Agosto, 2008 escrito por Vinícius Theodoro

Uma bela novidade da Revista Coquetel causou frisson na twittosfera e na blogosfera: a Cruzada dos Blogs. O velho e famoso jogo de cruzadinhas apresentou o tema sobre virais, blogs e blogueiros mais importantes do país. Diversão na certa.

O oC aproveita essa grande novidade pra fazer sua primeira promoção. Quem completar a cruzadinha da blogosfera em menos tempo e com mais pontos leva pra casa, ou melhor, recebe em casa o livro PENSE GRANDE NOS NEGÓCIOS E NA VIDA de Donald Trump e Bill Zanker. E não é só isso!! Participando agora mesmo, vc ainda leva totalmente grátis uma caneta, um squeeze e um livro Desafios de Lógica COQUETEL. Maneiro né?

São 2 livros + uma caneta + um squeeze.

Pra ganhar é super simples! Você da um printscreen na sua tela final de pontuação do cruzada dos blogs, posta no seu Flickr, no TwitPic, no orkut, no facebook, no Picassa… onde você preferir. Manda o link pelos comentários deste post e se você for o mais rápido até dia 23/08 as 18h, leva o livro.

Se você sabe qual foi a primeira rede comercial de blogs do Brasil, qual o blog que poderia ser do Che Guevara e qual é o sobrenome do japa que esqueceu de blogar, é só clicar aqui, completar rapidinho, mandar o resultado pra gente e faturar esses prêmios.

A bela ação para a Revista Coquetel foi feita pela agência carioca Frog.

Why so serious?

15 de Julho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

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Uma ação simples da RMG Connect com um potencial viral imenso quando se leva em conta o uso de ferramentas de comunicação como Twitter, MSN e afins. Já tá virando febre entre a nerdaiada do twitter. Ainda não tive coragem de conectar no MSN e rever fantasmas só pra saber se por lá a idéia já colou.

O fato é que adorei, coringalizei meu avatar e o Gustalves, também aqui do oC, já deixou o seu pronto para assistir à estréia do novo filme do Batman. Putaqueparilmente foda!

Why so serious?

Atualização: Otubo, daqui do oC, também coringalizou!

Atualização 2: Mestre Bruno Allucci resume tudo que já rolou nas campanhas para o Batman: O Cavaleiro das Trevas em seu belíssimo post. LEIAM IMEDIATAMENTE!

Redes sociais verticalizando, ou Sites verticais socializando?

30 de Junho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

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Horizontal: tem como alvo larga variedade de recursos que pertencem a uma rede social demograficamente vasta.

Vertical: tem como alvo um conjunto específico de recursos que pertencem a uma rede social focada em nicho.

Motivado pelo debate que ocorreu no twitter, e cobrado por Jeff Paiva, resolvi juntar em um post meus palpites e IMHO’s sobre as redes sociais. Estamos entrando em uma nova fase na progressão das conexões sociais. Vivenciamos a transformação das redes sociais em importantes ingredientes para todo tipo de experiência do consumidor e uma das óticas pelas quais se pode observar essa transformação inclui especialização e verticalização.

As redes sociais “pioneiras” como o Orkut, eram são horizontais porque são centradas apenas em conectar pessoas, e consistem em um meio dos usuários terem e exibirem uma rede de amigos. Na (nem tão)nova geração das redes sociais, as pessoas se conectam em torno de algum assunto/interesse. No Last.fm por exemplo, os usuários se conectam em torno de seu gosto musical. As pessoas querem compartilhar opiniões e experiências em temas pelos quais são apaixonadas e as redes mais recentes dão a elas um veículo para fazê-lo.

Não se pode descartar que hajam outros temas além da música que poderiam levar as pessoas a querer se conectar. Isso conduz à criação e adoção de outras redes sociais, mais verticais. Trata-se do mesmo processo que já observamos com o surgimento e proliferação dos mecanismo de busca verticais por conta da necessidade de se encontrar informação específica. Pode-se, inclusive, levar em conta o surgimento do Ning.com como uma prova dessa demanda. Porém, uma comunidade Ning põe de lado a principal vantagem de uma rede social focada, a RIQUEZA.

A grande beleza das redes sociais orientadas a nichos está em oferecer uma melhor experiência para o usuário. Graças à sua especialização elas podem ter uma interface mais rica e cheia de recursos. O próprio Last.fm já citado é um bom exemplo, que conecta usuários de gosto musical similar por meio de uma automação bastante sofisticada e não só oferece uma vasta gama de funcionalidades como também apresenta uma estrutura especializada notável.

Para Social Media, as redes especializadas e verticais permitem uma interação com o consumidor em níveis jamais alcançáveis por outras mídias. Questões como Retorno e Resultado fixam os olhos não mais deixar em simples impressões, mas em criar e gerenciar experiências. A métrica para isso é mais complicada e se aproxima mais de antropologia e história do que de matemática, mas o fator principal é a mudança da referência. Abandona-se o alcance e passa-se a valorizar profundidade.

As desvantagens das redes verticais começam com o fato de que elas estão limitadas à sua especialidade. Os usuários as percebem como especializadas e o resultado do lançamento de novas funcionalidades completamente distintas pode ser surpreendente e arriscado. Um problema óbvio é a geração de tráfego orgânico e o segundo maior desafio para as redes verticais é aderência — uma vez conseguidos os usuários, o que você faz para eles a fim de mantê-los ali? Se sua rede de nicho gera conteúdo “primário” pode se valer da freqüência de atualização. As outras dependem de uso regular, e é aí que redes verticais perdem a força de luta se não tiverem uma experiência de uso rica.

Por outro lado, redes sociais genéricas como o Facebook possuem flexibilidade muito maior quanto à abrangência de funcionalidades que podem construir. Acredito que a adição de especialidade a redes genéricas possui mais chances de ser percebida positivamente pelos usuários, já que eles ingressam nas mesmas com um pensamento de “tudo em um”. Mesmo assim, o excesso pode ser negativo. Ninguém quer um frankenstein de micro-redes mal-integradas e mal-absorvidas, certo?

Ter os mesmos amigos em diferentes plataformas/serviços não agrada, pois não há interação entre eles. Então surgiu a necessidade de um “sistema operacional” social. Disso nasceu a Plataforma Facebook e, mais recentemente, o Google OpenSocial. É aí que acredito estar a grande revolução. Permitir, de forma aberta, o desenvolvimento de redes dentro de redes, recursos e funcionalidades multi plataformas será o fator definitivo para tornar as redes sociais algo realmente relevante na interação com o consumidor, permitindo às mídias sociais atuar nessas pequenas vilas.

Uma dificuldade crescente será a identificação de uma rede social como tal, quando cada vez mais sites de consumo preocupam-se em agregar elementos sociais. Portanto, se serão redes sociais se verticalizando ou sites de conteúdo naturalmente vertical se socializando eu já não sei dizer, mas acredito que as duas tendências levam para o mesmo lugar. Resta entender misturas como o case Microonderia.com como sendo, além de interessantes, naturais nessa fase de transição. Os já usuários do Camiseteria.com ganharam uma diversão a mais e a Brastemp que nos diga o que ganhou com isso. Legal eu achei, mas pra que serve?

Adendo: Prometi a alguns falar de métricas nesse post, mas o assunto se estendeu e acabou que fiquei com dois posts na mão. Portanto, a métrica de Social Media será tratada num próximo post, já engatilhado. Devo falar também daquilo que tenho notado ser tabu nas mesas de bar onde se juntam nerds e publicitários mais descolados: métrica para marketing de guerrilha.

Programa Roda Viva empurra a Internet pra mais perto da TV

13 de Maio, 2008 escrito por Leandro Gabriel

A imagem eu roubei no TwitterBrasil, usurpando a autorização dada à Lufreitas.

Ontem à noite a Fundação Padre Anchieta deu mais um passo em direção à revolução na mídia como conhecemos.

Estreou ontem a experiência de convidar usuários do Twitter para participar do programa Roda Viva, comentando e pontuando diretamente do estúdio a entrevista enquanto é conduzida. A Lúcia Freitas, o Pedro Doria e eu formos os twitteiros convidados para a entrevista dessa semana, com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, tendo como tema central a nova Política Industrial, que foi lançada esta segunda-feira com o objetivo de melhorar o saldo da balança comercial brasileira.

Não vou ficar entupindo os leitores deste blog com meus comentários sobre o assunto, até porque, eles podem ser encontrados no Tweetscan. Recomendo fortemente a leitura dos comentários de @lufreitas e @pedrodoria, que sabem fazê-los muito melhor que eu. Vale à pena também dar uma olhada na reação geral de todo mundo, que participou lindamente da brincadeira. Fui convidado para falar sobre economia no twitter, mas fui”contratado” pelo oniscienteCOLETIVO para falar de Web sob o ponto de vista de negócios, então darei a César o que é de César.

Bacana por que?

Ressalto, assino embaixo e faço cartaz de tudo que o Otubo elogiou em seu post, que saiu agorinha antes do meu. E acredito que essa iniciativa, de aproximar a internet, enquanto mídia interativa, da mídia tradicional é MEMORÁVEL. Confesso que, assim como Pedro Markun, minha esperança é que iniciativas assim comecem a puxar a toalha para o lado certo da mídia. O lado colaborativo! Informação unilateral já não nos serve mais.

O Otubo pediu nos comentários e eu me escondo na velha justificativa de ter postado com sono. Fora o fato de AINDA ser “blogueiro iniciante”. A Lucia ainda me avisou na madrugada que estava mastigando o que ela queria no post dela e eu insisti em postar indigesto. Corrijo o erro de forma retroativa, mesmo sendo pecado.

De fato, parece esquisito uma cobertura no twitter de um programa que é transmitido ao vivo. Pra que uma cobertura se já está todo mundo assistindo e se os twitteiros convidados não são uma ponte ou interface da “Twittosfera” com o programa?

O bacana da idéia, IMHO, é o fato de trazer as conversas que aconteceriam em casa, entre pessoas assistindo juntas, para dentro do programa. O título do post resume bem o que quero dizer: A iniciativa empurrou a interatividade da internet pra mais perto da TV. Simples assim. Não disse que empurrou pra dentro, só pra mais perto.

Cabe lembrar que trata-se de uma EXPERIÊNCIA. Viu-se que as pessoas na internet interagem, percebeu-se que elas compraram a idéia. Resta para os defensores da mídia interativa, como eu e todos os que cito nesse post, torcer para que a idéia e experiência possam ir além disso. Que a TV Cultura empurre cada vez mais a interatividade. E que venha o dia em que essa interatividade, ao invés de apenas comentar a pauta, comece a pautar o programa! Mantenho então minha posição e trato essa inovação com um passo. Um belo passo, mas ainda não é uma corrida inteira.

Do mais, sobre a experiência em si:_rodaviva-cracha.jpg

Logo que cheguei já ganhei um crachá que sabia meu nome, dizia que eu era especial e pra que eu servia (pra twittar, no caso). O número ao lado do meu “cargo”, pelo que entendi, marca minha posição no estúdio, que aparentemente segue o script da apresentação.

Fui apresentado a um sem fim de ilustres como Paulo Markun, o presidente da Fundação Padre Anchieta. As apresentações foram conduzidas pela querida Lúcia, que conhece todo mundo de todos os lugares, e ficamos “horando” na salinha, enquanto não começava o programa.img_1076.jpg

Num dado momento, chegou à festa Luis Nassif, ídolo dos leitores da Revista Veja. Jamais eu, simples mortal, poderia evitar a tietagem, então fui lá (depois do programa) e pedi uma foto com ele pra mostrar pra minha mãe vocês. A Lúcia também me quebrou esse galho, e fotografou o que julgou ser a melhor foto da noite.

No fim, aconteceu exatamente como eu previa/gostaria. Falei no twitter alguns aspectos da nova política tentando sincronizar com o que era discutido na entrevista, conversei com twitteiros diversos e “respondi” ao que entrevistado e entrevistadores diziam. Ou seja, me meti a besta mesmo! Cheguei até a falar mais do que devia, floodando quem acompanhava a tag #rodaviva, mas acho que fiz jus a minha presença no estúdio, tratando do tema economia de forma agradável aos que me aturaram.

Gostei bastante da dinâmica criada por conta de @lufreitas e @pedrodoria, comunicadores experientes que são, estarem lá. Cada um pontuava a entrevista de um jeito bem particular, como se pode notar nas twittadas.

Agradeço à TV Cultura pela oportunidade de participar dessa brincadeira que considero um grande passo para a abertura do acesso à informação e espero ter atendido às expectativas dos idealizadores.

Update: O Pedro Doria mandou bem explicando qual a vantagem dessa brincadeira para o jornalismo.

Update 2: Mudei um monte de coisa e transformei isso aqui num post digno. Sei que é pecado, mas esse blog vai durar e um dia vocês acabam me perdoando. No fim, só alterei alguns links e embasei melhor minha visão da experiência, atendendo ao pedido do Otubo, nos comentários.

Propaganda de blogs no mundo off-line dá certo?

15 de Abril, 2008 escrito por Gustavo Alves

Um dia desses eu estava vendo minha irmã navegar e ela estava no twitter pegando links de algum jornalista cujo blog ela acompanhava há algum tempo. Eu perguntei como ela chegou até lá e ela não soube me responder direito. Acho que foi pelo próprio blog do tal jornalista. Perguntei se ela sabia o que era aquele site e ela disse que era um blog desse jornalista.

De fato ela não estava totalmente errada. Eu expliquei que não era exatamente um blog desse tal cara, mas uma ferramenta de micro-blogging, um bloguinho onde você escreve textos de no máximo 140 caracteres. Tá, eu sei que o twitter não é só isso, mas ela não estava muito interessada em saber o que era.

O que eu percebi nisso foi que ela só acompanha o blog desse tal jornalista pois conhece a reputação dele no mundo off-line. Assim como ela acompanha a Rosana do Querido leitor, e acredito que é esse o perfil do usuário que não é totalmente antenado em tudo que está acontecendo na internet. Ele não sabe quem é o Interney e raramente vai se interessar por pesquisar que blog é esse que o google indicou e quem é que o escreve. Esse usuário dá mais credibilidade ao que ele já conhece do mundo off-line.

Então a questão é essa: como fazer para que essas pessoas conheçam um blogueiro, dê credibilidade, e se tornem leitores do blog sem ser através da mídia social?

Já que essa gente toda não se interessa em fazer parte da mídia social, então a solução é ir onde elas estão. Que tal fazer uma campanha do blog no mundo off-line mesmo? Um cartaz no mural da faculdade, ou então, se é um blog voltado para desenvolvedores, entregar panfletos em frente a escolas que lecionam cursos de programação seria uma boa, em palestras, e claro, não vamos esquecer da guerrilha: um stickerzinho inocente nos postes da Paulista iriam bem.

A idéia é ir onde o seu público está e usar a velha e boa mídia impressa para trazer gente para mídia social.

E aí, o que vocês acharam da idéia? Eu particularmente nunca vi nada parecido, se já fizeram me mostrem que eu quero ver. Acredito mesmo que pode funcionar e muito bem, se for bem feito. Compartilhe com agente a sua opinião aí nos comentários.

Escrevi esse texto inspirado pelo post do Lucas Pereira aqui ó.

Trazendo as Redes Sociais para a vida real (ou “O Efeito Nerds-On-Beer”)

30 de Março, 2008 escrito por Leandro Gabriel

Tá, confesso, virei arroz-de-#NoB e tenho me esforçado bastante pra ir em TODOS! Adorei a nerdaiada que conheci via Twitter e os assuntos são sempre interessantíssimos, naturais. O fato é que eu ter começado a participar de eventos e encontros sociais abertos de pessoas que não necessariamente já se conhecem pessoalmente me levou a pensar sobre o assunto INTERATIVIDADE e sobre o quanto a onda Web 2.0 pode ser suficiente para a necessidade de interação social.

Pessoas na Starbucks

O Nerds-On-Beer (a.k.a. #NoB) nada mais é do que uma tag agregadora para qualquer grupo de Nerds em qualquer lugar do mundo que queira marcar um encontro ABERTO, ou seja, para qualquer pessoa que queira e possa aparecer. Geralmente é fácil de identificar quem está participando de um #NoB em um bar ou café: basta procurar uma mesa com um monte de nerds de smartphone na mão, sempre atualizando em tempo real, na Web, o que acontece no encontro.

Pois então, percebam, são pessoas que, insatisfeitas com a interação social que possuem virtualmente, se juntam para o bom e velho bate papo de boteco. Desde que o mundo é mundo, nada substitui a conversa presencial. Nenhuma ferramenta Web 2.0 é capaz de representar de forma fidedigna as animosidades, expressões e gestos de uma conversa pura e simples.

Agora imaginem:

O sujeito, dono de um café ou bar, fica atento aos grupos nas mesas de seu estabelecimento tentando perceber onde estão ocorrendo os debates e discussões calorosas. Suponhamos então que ele perceba uma mesa, supostamente cheia de arquitetos, discutindo cheia de empolgação uma nova obra ou projeto. Aí ele se aproxima e cordialmente se dirige às pessoas na mesa:

– Boa noite senhores. Notei que estão debatendo empolgadamente sobre arquitetura. Me permitem divulgar na internet o tema da discussão de vocês e eventualmente trazer novas pessoas para seu grupo?

Então, com o consentimento dos componentes do grupo, o dono do estabelecimento lança, na conta que mantém no Twitter, por exemplo, o seguinte texto:

“Neste exato momento, na mesa 21, um grupo de seis arquitetos discute empolgadamente o projeto da nova ponte sobre o Rio Pinheiros. Venham aqui e me digam a senha #Arquitetos que os levo até a mesa deles e o primeiro chopp é por conta da casa!”

O dono do estabelecimento torna-se um matchmaker para grupos sociais, chama mais pessoas para seu bar/café e ainda promove a discussão, debate e geração de cultura. Não parece fantástico? Pois é, me pergunto porque ninguém faz isso ainda.

Starbucks que se cuide quando eu abrir meu café.

Marketeando Nichos (ou Porque a Nova Mídia ainda recusa a Cauda Longa)

23 de Março, 2008 escrito por Leandro Gabriel

O Proxxima passou e com ele veio a polêmica em torno do Painel com os Blogueiros. O tema dodebate era “O Fenômeno dos Blogs – Chegou a hora de virar mídia? Eu não estive no evento, mas acompanhei via Twitter e blogs diversos. O Jeff Paiva nos contou que o objetivo do painel, que era apresentar para publicitários o significado de Blogs como mídia, não foi muito bem cumprido.

Não vou ficar aqui falando de termos gastos e puídos como “umbigosfera” ou “egosfera”. Nem estou aqui para bater novamente no tema da capacidade dos blogueiros em se levar a sério, mas concordo plenamente com o Jeff com relação ao que ficou faltando na oportunidade desperdiçada. Isto posto, quero analisar aqui algo que considero uma falha também, mas do lado de quem trabalha com Social Media e entende o que é anunciar em Blogs (que, ao meu ver, já são Mídia).

Debati um pouco o tema com Ariel Gajardo e Rafael Ziggy, ambos do Sim, Viral e Marco Gomes, do Boo-box, sobre a maneira como os profissionais da Mídia Social encara a blogosfera. Os blogs, enquanto mídia, representam o ponto de contato dos anunciantes com os nichos. Sustento meu ponto de vista com dois exemplos imaginários:

  1. Agremiação esportiva de um colégio, que organiza campeonatos semestrais entre os alunos. Os campeonatos costumam atrair a presença de pais, mestres e diretores. Além é claro dos próprios alunos, competidores que são alvo da mídia no que se refere a material esportivo. Mas a agremiação tem um blog, com uns 250 leitores assíduos que representam 250 compradores em potencial de material esportivo: OS ATLETAS. É um blog EXTREMAMENTE PEQUENO, de nicho, muito focado. Uma campanha direcionada da ADIDAS[bb] nesse blog, cola? Eu chuto que sim.
  2. Um centro acadêmico, de algum curso de Ciências da Computação. Esse C.A. representa 250 alunos e tem um blog lido pelos 250 alunos. Esse blog não atrai interesse de mais ninguém, porém, digamos que 80% desses alunos trabalhe em departamentos de TI de empresas com mais de 500 funcionários. Esse blog não é atrativo para campanhas de soluções de TI da Lenovo[bb]? Mais uma vez eu chuto que sim.

Vejo que a mídia está focando muito em blogs de visitação astronômica, como Interney, Cardoso e demais gigantes. Mas e o nicho? E a Cauda Longa[bb]? Entendo que a idéia de blogs como mídia ainda é incipiente e é natural que se direcione a atenção para os blogs “Rede Globo” e “Revista Veja”, mas os custos são tão reduzidos que o ambiente torna-se altamente favor da experimentação. A internet é rápida demais e esse “medo” de experimentar pode acabar impedindo o avanço da idéia. Porque não deixar os pequenos blogs entrarem na dança?

O Read/Write Web já disse que não existe dinheiro na “porção longa” da cauda da blogosfera, mas eu discordo completamente desta afirmação. A menos que você tenha um blog que fale EXCLUSIVAMENTE sobre poças d’água você também pode ter uma parcela do público que se interessa por algo que está sendo anunciado.

Termino este post com uma proposta: Porque não uma solução na qual o blogueiro possa ser “afiliado” de uma agência, escolher entre diversas campanhas disponíveis aquela que mais tenha relação com seu público e seu post? Uma solução parecida com o Boo-box, só que voltada para anúncios em vez de produtos. Um banner, mais ou menos parecido com o WidgetAd do Carlos Merigo, porém o blogueiro contextualiza como ele bem entender e recebe conforme resultado (cliques). Que tal?

Podcast recomendado: Podcrer #26, por Michel Lent e Vicente Tardin. Vai no caminho oposto do que estou dizendo aqui, mostrando os “contras” da porção longa da cauda. Discuti brevemente com o Lent, que pareceu entender o que eu propunha mas tem um ponto de vista mais profissional que o meu.

UPDATE: O Marco Gomes comentou o OpenX, repositório de propaganda que faz algo semelhante ao que proponho. Fico devendo pra vocês um post sobre o acesso de pequenos anunciantes a esse mundo.