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A safra de amigos demitidos continua…

15 de Dezembro, 2008 escrito por demitido

Cadê os editores desse blog? Foram demitidos? Praticamente só eu escrevi nos últimos posts. Bom, se eles foram demitidos eu não sei, mas recentemente um grande amigo meu foi. De uma agência de publicidade também.

Numa noite dessas, estávamos batendo um papo sobre essa história de ser demitido, as desculpas esfarrapadas de demissões, a falta de organização e excesso de egos inflados em agências etc. e muitas das coisas que ele me contou, me levaram a trazer novas reflexões para este blog. (obrigado, Vinicius, Gustavo, Trecker e Otubo,  por não me demitirem daqui também. Ainda…)

Do que adianta uma agência se vender como realizadora de comunicação 360 graus, se no discurso tudo é muito bonitinho e na prática não funciona? Imagina uma agência que nem mesmo dentro do próprio departamento as pessoas conversavam entre si. Seria utópico acreditar que on e off se comunicariam em prol de uma campanha de comunicação integrada para os clientes.

Isso sem falar na total falta de organização e processos. O atendimento só abre as pernas pra tudo que o cliente pede. O planejamento, bem, esse não conseguia nem planejar o próprio job description, quanto mais planejar uma campanha pro cliente. A criação sofria, afinal não vinha nada decente do planejamento e ainda tinha que correr pra cumprir os prazos absurdamente curtos dados pelo atendimento. E não podemos nos esquecer da mídia, que acha que manda em todo mundo e vive dando pitaco no trabalho alheio.

O quê? Sua agência também é assim? Mas que coincidência, né? Eu já tinha avisado no meu primeiro post: “é a mesma em que você trabalha”.

E sabe por que esse meu amigo foi demitido? Por causa da crise. Pois é, bonitão! Por causa da crise ainda, teriam que mandar alguém embora. Aí como “critério de desempate” pesou a “falta de comprometimento” dele com a agência. Ah, como se não bastasse sermos mal brifados e mal pagos, agora temos que ser mais dedicados ainda? Releiam o trecho abaixo, que relatei em um de meus outros posts:

Quando estava todo mundo lotado de jobs, todo mundo ficava até tarde. Aí alguns clientes importantes sumiram e outros enxugaram o orçamento. A demanda caiu, mas mesmo assim o consumo de horas não mudou. Mudou, mas muito pouco. [...]

Publicitário sem excesso de trabalho continua ficando até tarde. Se permite mais tempo para o café, pra tomar picolé, pra dar entrevista bacana, pra “se curtir”. Foda-se se dava pra finalizar tudo em uma semana [...]

Afinal você vai parecer muito mais importante dizendo que está até tarde trabalhando do que estar em casa fazendo porra nenhuma, não é mesmo?

Ou seja, não basta mais ficar das 9h às 21h - sendo que o horário é até às 19h e sem receber nada a mais por isso – fazendo todos os mesmos jobs, 3 ou 4 vezes, porque ele vai e volta a todo momento devido a falta de processos já mencionada. Pra ser considerado um funcionário “comprometido”, agora temos que ficar até às 23h na agência, trabalhar inclusive nos finais de semana, pra fazer adivinhem: os mesmos jobs, mas agora 5 ou 6 vezes! Ah, claro. Sem ganhar nada a mais por isso também, mas acho que essa parte você já deduziu.

Como ele não se sujeitou a essa palhaçada, foi cortado. Pior foi ter que ouvir esse discurso todo. Falei pra ele que seria muito mais legal se em vez de ser chamado na sala de reuniões e ter seu desligamento anunciado, ele poderia ter recebido por e-mail um vídeo do Justus apontando o dedo e falando “Você está demitido!”. Ainda seria uma última oportunidade de a agência posar de cool, mas nem nisso ela consegue inovar.

Pelo menos como demitido, ele agora tem tempo de sobra pra se dedicar aos projetos solos e freelas, digo, a fazer alguma campanha para político do interior e encher o bolso de grana.

E nós chegamos ao fim

24 de Novembro, 2008 escrito por demitido

Depois de bater boca com o @vtheodoro e quase sair do blog, tenho que pedir desculpas pelas provocações (mesmo só tenho falado a verdade). O clima esquentou nos bastidores do blog e acabou sobrando pro @trecker, que me convidou pra escrever aqui. Assumo que vacilei, mas é tudo por causa da decepção (mas só falei verdades).

Sem mais lenga-lenga, eu REALMENTE preciso de um emprego, e to caçando vagas fora das agências, fora da mesmice e trabalho de corno e falta de reconhecimento. Fiz uma porrada de entrevista, mas tudo pra agência “grandinha” e tô querendo fugir disso.

Umas semanas atrás ganhei o livro “E nós chegamos ao fim“, que narra como eram as coisas durante a crise publicitária do fim dos anos 90. Alguma alma caridosa achou que eu precisava de algo pra fazer e botou esse livro no meu caminho (será que foi por causa do título??). Bem, o livro é legal pra caramba (envolve publicitários num momento #sifú eu fico fã) e eu recomendo essa boa história.

Então eu quero fazer uma brincadeira com vocês e passar esse livro pra frente. Quem fizer a melhor comparação de uma profissão qualquer com a de publicidade ganha o livro. Quer um exemplo? Saca só: Vire uma putinha. Pelo menos você se fode, pode gozar algumas vezes e vai ser mais bem pago.

É só fazer a sua análise profissional aí nos comentários e me dar uma dica de uma nova profissão mais digna. Como isso aqui não é democracia, EU vou escolher a melhor resposta até o dia 15/12 e entro em contato pra pegar os dados de envio.

Obs.: Apesar dos desentendimentos e do título do post, não vou sair do blog. Me acertei com o Vinicius e até ofereci pra ele dormir em casa depois do InterCon. Só não sei onde o puto dormiu, mas que ofereci, ofereci.

oC. Agora com mais um.

8 de Agosto, 2008 escrito por Vinícius Theodoro

Por qual motivo, razão ou circunstância tive a honra de ser um colaborador do oC?

Sei lá!! Não foi pelos meus lindos olhos, jamais. O início de uma dominação nacional, já que eu sou o primeiro a escrever aqui e que não mora em São Paulo? Talvez. Mas o que eu acho mesmo é que eu estou aqui por ser publicitário e trabalhar na criação. Afinal, ser criativo é o que me garante um e-mail corporativo, dinheirinho para as fraldas da Sofia e a minha dose diária de #coxinhaecoca.

Bem, eu convivo com a criação publicitária, profissionalmente, desde 2003. Antes disso minhas idéias só veiculavam no meu precioso caderninho. Ralei, aprendi, peguei os macetes, tomei muito esporro, pulei de agência em agência, virei noite terminando job, conheci e conversei com figurões, me entupi das mais variadas referências e perdi a conta das vezes que comi pizza em um brainstorm depois das 22h. Eu já criei alguns filmes para TV, dei palestras pra faculdades, fiz milhares de folders, ganhei 2 pequenos prêmios publicitários, fiz minha filha parar 30 segundos com um comercial meu e ganhei elogios de clientes, amigos do meio profissional, diretores de criação e da minha querida avó.

Prometo postar aqui várias ações criativas e analisar as estratégias dessas milhares de novas maneiras de anunciar um produto/serviço. Conto com os comentários de vocês nessa jornada.

Só não quero que vocês esqueçam que eu sempre serei o mesmo muleque de sempre, e que decidiu ser publicitário por causa do filme Crazy People, que aliás, tem a campanha mais legal da Sony que eu já vi, e que vocês conferem aí em baixo:

Você também me encontra aqui, aqui, aqui e aqui também.

Why so serious?

15 de Julho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

why_so_serious.jpg

Uma ação simples da RMG Connect com um potencial viral imenso quando se leva em conta o uso de ferramentas de comunicação como Twitter, MSN e afins. Já tá virando febre entre a nerdaiada do twitter. Ainda não tive coragem de conectar no MSN e rever fantasmas só pra saber se por lá a idéia já colou.

O fato é que adorei, coringalizei meu avatar e o Gustalves, também aqui do oC, já deixou o seu pronto para assistir à estréia do novo filme do Batman. Putaqueparilmente foda!

Why so serious?

Atualização: Otubo, daqui do oC, também coringalizou!

Atualização 2: Mestre Bruno Allucci resume tudo que já rolou nas campanhas para o Batman: O Cavaleiro das Trevas em seu belíssimo post. LEIAM IMEDIATAMENTE!