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oC na primeira #Descolagem do #NAVE

8 de Julho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

Fomos convidados para a primeira #Descolagem do #NAVE, Núcleo Avançado em Educação, que além de escola pública de alta tecnologia, centro de pesquisa e inovações e espaço para exposições e seminários, é MUITO FODA! A meta da nova escola, segundo release da Oi Futuro, é preparar jovens para exercer profissões modernas como, por exemplo, roteiristas, programadores, designers e gestores de TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos.

Começo dizendo o óbvio. O espaço é realmente fantástico. Quase uma Disneyland para nerds! Playstations, Wiis e iMacs por todos os lados. É muito bom ver que tudo aquilo que, mesmo apenas vendo de longe, me levou a ser viciado em tecnologia, estará disponível para formar a próxima geração de nerds e geeks que mais que apaixonados, terão profiência na criação e uso de MAIS tecnologia.

O evento foi aberto com uma performance do DJ, videomaker e produtor NEPAL. Em seguida Samara Werner, diretora de Educação do instituto e, segundo Beto Largman, mãe do NAVE, assumiu o palco para contar um pouco sobre o projeto. Mais que uma escola, a proposta é que o #NAVE seja um centro de pensamento. O sonho do NAVE é formar jovens que entendam tecnologia como um meio, mais do que como um fim.

Beto Largman explicou do que se trata e qual a proposta do Descolagem. Os eventos que acontecerão às quintas-feiras pretendem concentrar, arquivar e tornar públicas e acessíveis as trocas de experiências, podendo ser performances, palestras, debates, etc.

O médico Lucio Abondatti falou das vantagens de se utilizar os jogos na formação e educação das crianças, da importância do incentivo (e participação) por parte dos pais ao videogame e jogos de computador. Preencher é o verbo adequado, quando o medo dos pais é a influência negativa que os jogos podem trazer.

Marco Gomes e Fabio Seixas no palco: empreendedorismo.

Marco começou chutando o balde, apresentando o video The Revolution Will Not Be Televised! e continuou no tema falando sobre a verdadeira revolução na geração e distribuição de conteúdo. As facilidades da tecnologia permitem divulgar seu trabalho, músicas, textos, etc. Organização de flashmobs, eventos, encontros de pessoas, anatomia da cauda longa, gratuidade, acesso! Reproduziu em palavra falada o manifesto que publicou em seu próprio blog. “Nós não precisamos de autorização. Para nada!”

Os dois falaram sobre a fase pré-operacional dos empreendimentos Camiseteria e boo-box. Marco trabalhava de madrugada, pedia ajuda de amigos designers e programadores, redatores e publicitários. Fábio fez pré-venda com Kits VIP para amigos e parentes para financiar o nascimento da empresa. Primeiro QG no quarto de um dos sócios, pacotes feitos em casa, de madrugada. Emprego no horário comercial e startup no tempo livre foi uma realidade, para os dois. Dois ótimos exemplos do pensamento de startup, de garagem. Tanto o Fábio quanto o Marco são fontes de inspiração para mim, e ícones de dedicação, esforço e merecido (e suado) sucesso.

Silvio Meira me deixou sem palavras quando falou de Redes, propagação de conhecimento e o Regime da Execução Imperfeita do Desconhecido, conceito de Kevin Kelly que define o tempo em que vivemos, o tempo do perpetual beta. Em Rede, nenhum de nós é bom o suficiente sozinho. Veja sua apresentação.

O evento se encerrou com um assunto importantíssimo, que merece atenção especial. Se ainda lhe resta sensatez, mobilize-se contra o PL do Azeredo .

Linklove:

Copiar e Colar
Cris Dias
Digital Drops
Efeito Cobalto
Ladybug Brazil
Leo Cabral
S.O.B.R.E.T.U.D.O.
Superafim
Working Class Anti-Hero
Wordsmith

Futurologia: Wall.e e a sociedade zumbi

3 de Julho, 2008 escrito por Gustavo Alves

Entro no metrô e dou uma breve olhada em volta. É tempo suficiente para contar umas 10 pessoas com fones de ouvido ou fazendo qualquer coisa no celular. Algum maluco nos EUA batizou esse fenômeno de zumbilização.

Encontre a pessoa que não está usando um Apple.

O novo filme da Pixar, Wall.E, faz uma alusão a esse conceito. O enredo mostra a rotina das pessoas que vivem num cruzeiro espacial durante 700 anos, após o êxodo do planeta Terra. Por conta da microgravidade da espaçonave os habitantes se tornam obesos mórbidos e perdem a capacidade de caminhar sobre as próprias pernas.

Todos passam os dias sentados em uma espécie de cadeira multimídia flutuante. Durante todo o tempo, a única coisa que fazem é interagir com os outros através de uma tela projetada em frente a seus olhos. Em certo momento do filme uma pessoa se desliga da tela e fica absolutamente atônita e maravilhada com a vista do espaço e das estrelas. A comodidade tecnológica foi elevada a seu grau máximo e o resultado é uma sociedade zumbi aos olhos de quem vê de fora, pois a interação humana como estamos acostumados, através da fala olhos nos olhos, gestos e toques, simplesmente não existe mais.

Pegando o gancho do filme, você consegue imaginar as infinitas possibilidades de uma cidade inteira conectada a internet? Isso não é ficção científica. Através da rede Wimax essa realidade será possível. A internet vai estar disponível em qualquer lugar, da mesma forma que funciona a rede de celulares hoje. Por exemplo: O ato de dirigir se tornará obsoleto. Apenas diga ao veículo o seu destino sente-se e relaxe que o carro se encarrega de te levar até lá. Com veículos equipados com computadores de bordo e conectados a todos os outros veículos, o trânsito pareceria uma orquestra de tão sincronizado. Enquanto espera, o passageiro pode conversar com os amigos, participar de uma reunião do trabalho, jogar World of Warcraft ou ler seus feeds.

Exagero ou não, o que vivemos hoje pode evoluir até esse ponto. Quem sabe daqui há 50 anos? Isso se considerarmos apenas a tecnologia, ou seja, descartando o fato de que o ser humano tem bom senso e sabe até que ponto se deve parar de twittar e ir pro bar viver a vida real. Falando em twitter, nesse ponto eu não tenho do que falar mal. Twitter tem se mostrado uma excelente ferramenta para combinar eventos.

Redes sociais verticalizando, ou Sites verticais socializando?

30 de Junho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

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Horizontal: tem como alvo larga variedade de recursos que pertencem a uma rede social demograficamente vasta.

Vertical: tem como alvo um conjunto específico de recursos que pertencem a uma rede social focada em nicho.

Motivado pelo debate que ocorreu no twitter, e cobrado por Jeff Paiva, resolvi juntar em um post meus palpites e IMHO’s sobre as redes sociais. Estamos entrando em uma nova fase na progressão das conexões sociais. Vivenciamos a transformação das redes sociais em importantes ingredientes para todo tipo de experiência do consumidor e uma das óticas pelas quais se pode observar essa transformação inclui especialização e verticalização.

As redes sociais “pioneiras” como o Orkut, eram são horizontais porque são centradas apenas em conectar pessoas, e consistem em um meio dos usuários terem e exibirem uma rede de amigos. Na (nem tão)nova geração das redes sociais, as pessoas se conectam em torno de algum assunto/interesse. No Last.fm por exemplo, os usuários se conectam em torno de seu gosto musical. As pessoas querem compartilhar opiniões e experiências em temas pelos quais são apaixonadas e as redes mais recentes dão a elas um veículo para fazê-lo.

Não se pode descartar que hajam outros temas além da música que poderiam levar as pessoas a querer se conectar. Isso conduz à criação e adoção de outras redes sociais, mais verticais. Trata-se do mesmo processo que já observamos com o surgimento e proliferação dos mecanismo de busca verticais por conta da necessidade de se encontrar informação específica. Pode-se, inclusive, levar em conta o surgimento do Ning.com como uma prova dessa demanda. Porém, uma comunidade Ning põe de lado a principal vantagem de uma rede social focada, a RIQUEZA.

A grande beleza das redes sociais orientadas a nichos está em oferecer uma melhor experiência para o usuário. Graças à sua especialização elas podem ter uma interface mais rica e cheia de recursos. O próprio Last.fm já citado é um bom exemplo, que conecta usuários de gosto musical similar por meio de uma automação bastante sofisticada e não só oferece uma vasta gama de funcionalidades como também apresenta uma estrutura especializada notável.

Para Social Media, as redes especializadas e verticais permitem uma interação com o consumidor em níveis jamais alcançáveis por outras mídias. Questões como Retorno e Resultado fixam os olhos não mais deixar em simples impressões, mas em criar e gerenciar experiências. A métrica para isso é mais complicada e se aproxima mais de antropologia e história do que de matemática, mas o fator principal é a mudança da referência. Abandona-se o alcance e passa-se a valorizar profundidade.

As desvantagens das redes verticais começam com o fato de que elas estão limitadas à sua especialidade. Os usuários as percebem como especializadas e o resultado do lançamento de novas funcionalidades completamente distintas pode ser surpreendente e arriscado. Um problema óbvio é a geração de tráfego orgânico e o segundo maior desafio para as redes verticais é aderência — uma vez conseguidos os usuários, o que você faz para eles a fim de mantê-los ali? Se sua rede de nicho gera conteúdo “primário” pode se valer da freqüência de atualização. As outras dependem de uso regular, e é aí que redes verticais perdem a força de luta se não tiverem uma experiência de uso rica.

Por outro lado, redes sociais genéricas como o Facebook possuem flexibilidade muito maior quanto à abrangência de funcionalidades que podem construir. Acredito que a adição de especialidade a redes genéricas possui mais chances de ser percebida positivamente pelos usuários, já que eles ingressam nas mesmas com um pensamento de “tudo em um”. Mesmo assim, o excesso pode ser negativo. Ninguém quer um frankenstein de micro-redes mal-integradas e mal-absorvidas, certo?

Ter os mesmos amigos em diferentes plataformas/serviços não agrada, pois não há interação entre eles. Então surgiu a necessidade de um “sistema operacional” social. Disso nasceu a Plataforma Facebook e, mais recentemente, o Google OpenSocial. É aí que acredito estar a grande revolução. Permitir, de forma aberta, o desenvolvimento de redes dentro de redes, recursos e funcionalidades multi plataformas será o fator definitivo para tornar as redes sociais algo realmente relevante na interação com o consumidor, permitindo às mídias sociais atuar nessas pequenas vilas.

Uma dificuldade crescente será a identificação de uma rede social como tal, quando cada vez mais sites de consumo preocupam-se em agregar elementos sociais. Portanto, se serão redes sociais se verticalizando ou sites de conteúdo naturalmente vertical se socializando eu já não sei dizer, mas acredito que as duas tendências levam para o mesmo lugar. Resta entender misturas como o case Microonderia.com como sendo, além de interessantes, naturais nessa fase de transição. Os já usuários do Camiseteria.com ganharam uma diversão a mais e a Brastemp que nos diga o que ganhou com isso. Legal eu achei, mas pra que serve?

Adendo: Prometi a alguns falar de métricas nesse post, mas o assunto se estendeu e acabou que fiquei com dois posts na mão. Portanto, a métrica de Social Media será tratada num próximo post, já engatilhado. Devo falar também daquilo que tenho notado ser tabu nas mesas de bar onde se juntam nerds e publicitários mais descolados: métrica para marketing de guerrilha.