Spiga

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

7 de Agosto, 2008 escrito por Gustavo Alves

Começou no dia cinco de agosto a nona edição do FILE. O evento é o maior Festival de arte digital e tecnologia da América Latina.

Projetores 4k

O evento esse ano foi intitulado FILE 2008000000 de pixels, isso porque a principal atração é um cinema de altíssima definição. Criação da Sony, o novo projetor mega potente é capaz de reproduzir uma imagem com 8.847.360 pixels. Isso é 4 vezes mais definição que o Blu ray e 24 vezes que a TV convencional. o_O

Maiores informações nesse excelente post do Agenda Cult.

FILE games

Espaço onde os visitantes poderão conhecer games experimentais e artísticos como o levelHead. O game foi desenvolvido por Julian Oliver, um artista, desenvolvedor de software livre, professor e escritor.  Trata-se de uma experiência de realidade aumentada onde o jogador controla um personagem aprisionado em um labirinto.

“Inspirado nos Brinquedos filosóficos da Europa dos séculos 18 e 19 e nos sistemas de memória (”memori loci”) dos antigos gregos.  levelHead usa um cubo plástico sólido como única interface. Na tela, parece que cada face do cubo contém uma pequena sala, cada qual é logicamente conectada por portas. Numa dessas salas há um personagem. Ao inclinar o cubo, o jogador dirige esse personagem de sala em sala, numa tentativa de encontrar a saída.”

Em breve o jogo será totalmente opensource.

A genialidade do conceito está na jogabilidade. Uma webcam capta os movimentos do cubo e projeta na tela a imagem do personagem caminhando pelo cenário.

E o mais fantástico, em breve você poderá construir um desses, pois o camarada Julian irá disponibilizar toda a documentação. Não é gratuito, é opensource, é livre!

Projeto L.A.S.E.R. Tag

Os caras do Graffit Research Lab inventaram uma canetinha mágica, capaz de grafitar um prédio inteiro. A técnica usa um laser point, um projetor potente e um software desenvolvido por eles. Veja o quão impressionante é isso.

Não se assuste se uma luz forte e azul invadir a janela do seu apartamento, não será nenhuma epifania, é só alguém brincando com a canetinha.

Já posso ver os olhos dos marketeiros guerrilheiros brilhando.

ps: twitteiros, combinemos uma caravana pra lá? Sigam me os bons.

File 2008

Onde: Galeria de Arte do Sesi - Av. Paulista, 1.313, tel. 3146-7405
Quando: de 05 a 31/ago (ter. a sáb., das 10h às 20h. Seg.: 11h às 20h. Dom.: 10h às 19h)
Cinema Documenta: ter. a dom., às 12h30 e 18h30
Cinema Digital: de 5 a 7/8, às 13h, 16h e 19h
Hipersônica: 5 a 8/8, às 20h e 21h. Retirar convite no dia a partir das 12h
Entrada gratuita

Site oficial: http://www.file.org.br/

Mise en Scène - Camisetas com estilo

18 de Julho, 2008 escrito por Gustavo Alves

Estava assistindo ao programa 15 minutos da MTV e me chamaram atenção as camisetas que o Marcelo Adnet veste.

Marcelo Adnet

Joguei no Google e descobri a Mise en Scène. O texto abaixo copiei do site deles:

Mise en Scène foi desenvolvida para as mentes inquietas daqueles que amam questionar, instigar, chocar, provocar, brilhar como a personagem principal.

Mise en Scène foi feito pra quem tem atitude suficiente para transformar uma peça básica em uma peça de sucesso.

As artes são sátiras de muito bom gosto de pessoas famosas. Uma das estampas que mais gostei foi essa do Michael é um E.T

Michael é um et

Outra observação pertinente: Eles têm um blog e foi graças ao post falando do Marcelo Adnet que eu pude encontrar o site. Agora eles ganharam um novo cliente e fã.

Mas viu, blog não faz milagre, tá tá tá eu sei. A regrinha é simples, clara e até rima: Se o seu produto não for excelente nem tente.

Neste mesmo dia procurei por mais marcas brasucas de camisetas alternativas nesse estilo. Me decepcionei, pois só achei duas que valessem à pena. Alguém conhece mais alguma?

http://diabaquatro.com/

http://www.redbug.com.br/

Campanha: Quem liga se ficar mais caro? Vou colecionar caixinhas Camiseteria!

16 de Julho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

Em mais uma noite do binômio procrastinação+trabalho, achei no flickr do Mathiole (a.k.a. Matheus Lopes) duas fotos que me fizeram pular da cadeira.

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Ambas são apenas protótipos ainda e, pelo que pude entender, fazem parte de um trabalho de faculdade do próprio Mathiole.

Dando continuidade à minha freqüente e declarada idolatria ao Camiseteria.com, afirmo desde já que se a caixinha for adotada como um opcional, eu não me importo com quanto vá custar. Vou fazer coleção de caixinhas! Chego a me sentir envergonhado da quantidade (não revelo, tenho vergonha MESMO!) de camisetas que possuo da marca , de tão fã que sou. Agora que fui promovido, vou reservar parte do meu salário para adquirir, no mínimo, uma para cada coleção lançada! E tenho dito!

Recomendo a todos que entrem em campanha pelas caixinhas! Nem que o Fábio precise lançar o Caixinheria.com!

Why so serious?

15 de Julho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

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Uma ação simples da RMG Connect com um potencial viral imenso quando se leva em conta o uso de ferramentas de comunicação como Twitter, MSN e afins. Já tá virando febre entre a nerdaiada do twitter. Ainda não tive coragem de conectar no MSN e rever fantasmas só pra saber se por lá a idéia já colou.

O fato é que adorei, coringalizei meu avatar e o Gustalves, também aqui do oC, já deixou o seu pronto para assistir à estréia do novo filme do Batman. Putaqueparilmente foda!

Why so serious?

Atualização: Otubo, daqui do oC, também coringalizou!

Atualização 2: Mestre Bruno Allucci resume tudo que já rolou nas campanhas para o Batman: O Cavaleiro das Trevas em seu belíssimo post. LEIAM IMEDIATAMENTE!

oC na primeira #Descolagem do #NAVE

8 de Julho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

Fomos convidados para a primeira #Descolagem do #NAVE, Núcleo Avançado em Educação, que além de escola pública de alta tecnologia, centro de pesquisa e inovações e espaço para exposições e seminários, é MUITO FODA! A meta da nova escola, segundo release da Oi Futuro, é preparar jovens para exercer profissões modernas como, por exemplo, roteiristas, programadores, designers e gestores de TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos.

Começo dizendo o óbvio. O espaço é realmente fantástico. Quase uma Disneyland para nerds! Playstations, Wiis e iMacs por todos os lados. É muito bom ver que tudo aquilo que, mesmo apenas vendo de longe, me levou a ser viciado em tecnologia, estará disponível para formar a próxima geração de nerds e geeks que mais que apaixonados, terão profiência na criação e uso de MAIS tecnologia.

O evento foi aberto com uma performance do DJ, videomaker e produtor NEPAL. Em seguida Samara Werner, diretora de Educação do instituto e, segundo Beto Largman, mãe do NAVE, assumiu o palco para contar um pouco sobre o projeto. Mais que uma escola, a proposta é que o #NAVE seja um centro de pensamento. O sonho do NAVE é formar jovens que entendam tecnologia como um meio, mais do que como um fim.

Beto Largman explicou do que se trata e qual a proposta do Descolagem. Os eventos que acontecerão às quintas-feiras pretendem concentrar, arquivar e tornar públicas e acessíveis as trocas de experiências, podendo ser performances, palestras, debates, etc.

O médico Lucio Abondatti falou das vantagens de se utilizar os jogos na formação e educação das crianças, da importância do incentivo (e participação) por parte dos pais ao videogame e jogos de computador. Preencher é o verbo adequado, quando o medo dos pais é a influência negativa que os jogos podem trazer.

Marco Gomes e Fabio Seixas no palco: empreendedorismo.

Marco começou chutando o balde, apresentando o video The Revolution Will Not Be Televised! e continuou no tema falando sobre a verdadeira revolução na geração e distribuição de conteúdo. As facilidades da tecnologia permitem divulgar seu trabalho, músicas, textos, etc. Organização de flashmobs, eventos, encontros de pessoas, anatomia da cauda longa, gratuidade, acesso! Reproduziu em palavra falada o manifesto que publicou em seu próprio blog. “Nós não precisamos de autorização. Para nada!”

Os dois falaram sobre a fase pré-operacional dos empreendimentos Camiseteria e boo-box. Marco trabalhava de madrugada, pedia ajuda de amigos designers e programadores, redatores e publicitários. Fábio fez pré-venda com Kits VIP para amigos e parentes para financiar o nascimento da empresa. Primeiro QG no quarto de um dos sócios, pacotes feitos em casa, de madrugada. Emprego no horário comercial e startup no tempo livre foi uma realidade, para os dois. Dois ótimos exemplos do pensamento de startup, de garagem. Tanto o Fábio quanto o Marco são fontes de inspiração para mim, e ícones de dedicação, esforço e merecido (e suado) sucesso.

Silvio Meira me deixou sem palavras quando falou de Redes, propagação de conhecimento e o Regime da Execução Imperfeita do Desconhecido, conceito de Kevin Kelly que define o tempo em que vivemos, o tempo do perpetual beta. Em Rede, nenhum de nós é bom o suficiente sozinho. Veja sua apresentação.

O evento se encerrou com um assunto importantíssimo, que merece atenção especial. Se ainda lhe resta sensatez, mobilize-se contra o PL do Azeredo .

Linklove:

Copiar e Colar
Cris Dias
Digital Drops
Efeito Cobalto
Ladybug Brazil
Leo Cabral
S.O.B.R.E.T.U.D.O.
Superafim
Working Class Anti-Hero
Wordsmith

Futurologia: Wall.e e a sociedade zumbi

3 de Julho, 2008 escrito por Gustavo Alves

Entro no metrô e dou uma breve olhada em volta. É tempo suficiente para contar umas 10 pessoas com fones de ouvido ou fazendo qualquer coisa no celular. Algum maluco nos EUA batizou esse fenômeno de zumbilização.

Encontre a pessoa que não está usando um Apple.

O novo filme da Pixar, Wall.E, faz uma alusão a esse conceito. O enredo mostra a rotina das pessoas que vivem num cruzeiro espacial durante 700 anos, após o êxodo do planeta Terra. Por conta da microgravidade da espaçonave os habitantes se tornam obesos mórbidos e perdem a capacidade de caminhar sobre as próprias pernas.

Todos passam os dias sentados em uma espécie de cadeira multimídia flutuante. Durante todo o tempo, a única coisa que fazem é interagir com os outros através de uma tela projetada em frente a seus olhos. Em certo momento do filme uma pessoa se desliga da tela e fica absolutamente atônita e maravilhada com a vista do espaço e das estrelas. A comodidade tecnológica foi elevada a seu grau máximo e o resultado é uma sociedade zumbi aos olhos de quem vê de fora, pois a interação humana como estamos acostumados, através da fala olhos nos olhos, gestos e toques, simplesmente não existe mais.

Pegando o gancho do filme, você consegue imaginar as infinitas possibilidades de uma cidade inteira conectada a internet? Isso não é ficção científica. Através da rede Wimax essa realidade será possível. A internet vai estar disponível em qualquer lugar, da mesma forma que funciona a rede de celulares hoje. Por exemplo: O ato de dirigir se tornará obsoleto. Apenas diga ao veículo o seu destino sente-se e relaxe que o carro se encarrega de te levar até lá. Com veículos equipados com computadores de bordo e conectados a todos os outros veículos, o trânsito pareceria uma orquestra de tão sincronizado. Enquanto espera, o passageiro pode conversar com os amigos, participar de uma reunião do trabalho, jogar World of Warcraft ou ler seus feeds.

Exagero ou não, o que vivemos hoje pode evoluir até esse ponto. Quem sabe daqui há 50 anos? Isso se considerarmos apenas a tecnologia, ou seja, descartando o fato de que o ser humano tem bom senso e sabe até que ponto se deve parar de twittar e ir pro bar viver a vida real. Falando em twitter, nesse ponto eu não tenho do que falar mal. Twitter tem se mostrado uma excelente ferramenta para combinar eventos.

Redes sociais verticalizando, ou Sites verticais socializando?

30 de Junho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

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Horizontal: tem como alvo larga variedade de recursos que pertencem a uma rede social demograficamente vasta.

Vertical: tem como alvo um conjunto específico de recursos que pertencem a uma rede social focada em nicho.

Motivado pelo debate que ocorreu no twitter, e cobrado por Jeff Paiva, resolvi juntar em um post meus palpites e IMHO’s sobre as redes sociais. Estamos entrando em uma nova fase na progressão das conexões sociais. Vivenciamos a transformação das redes sociais em importantes ingredientes para todo tipo de experiência do consumidor e uma das óticas pelas quais se pode observar essa transformação inclui especialização e verticalização.

As redes sociais “pioneiras” como o Orkut, eram são horizontais porque são centradas apenas em conectar pessoas, e consistem em um meio dos usuários terem e exibirem uma rede de amigos. Na (nem tão)nova geração das redes sociais, as pessoas se conectam em torno de algum assunto/interesse. No Last.fm por exemplo, os usuários se conectam em torno de seu gosto musical. As pessoas querem compartilhar opiniões e experiências em temas pelos quais são apaixonadas e as redes mais recentes dão a elas um veículo para fazê-lo.

Não se pode descartar que hajam outros temas além da música que poderiam levar as pessoas a querer se conectar. Isso conduz à criação e adoção de outras redes sociais, mais verticais. Trata-se do mesmo processo que já observamos com o surgimento e proliferação dos mecanismo de busca verticais por conta da necessidade de se encontrar informação específica. Pode-se, inclusive, levar em conta o surgimento do Ning.com como uma prova dessa demanda. Porém, uma comunidade Ning põe de lado a principal vantagem de uma rede social focada, a RIQUEZA.

A grande beleza das redes sociais orientadas a nichos está em oferecer uma melhor experiência para o usuário. Graças à sua especialização elas podem ter uma interface mais rica e cheia de recursos. O próprio Last.fm já citado é um bom exemplo, que conecta usuários de gosto musical similar por meio de uma automação bastante sofisticada e não só oferece uma vasta gama de funcionalidades como também apresenta uma estrutura especializada notável.

Para Social Media, as redes especializadas e verticais permitem uma interação com o consumidor em níveis jamais alcançáveis por outras mídias. Questões como Retorno e Resultado fixam os olhos não mais deixar em simples impressões, mas em criar e gerenciar experiências. A métrica para isso é mais complicada e se aproxima mais de antropologia e história do que de matemática, mas o fator principal é a mudança da referência. Abandona-se o alcance e passa-se a valorizar profundidade.

As desvantagens das redes verticais começam com o fato de que elas estão limitadas à sua especialidade. Os usuários as percebem como especializadas e o resultado do lançamento de novas funcionalidades completamente distintas pode ser surpreendente e arriscado. Um problema óbvio é a geração de tráfego orgânico e o segundo maior desafio para as redes verticais é aderência — uma vez conseguidos os usuários, o que você faz para eles a fim de mantê-los ali? Se sua rede de nicho gera conteúdo “primário” pode se valer da freqüência de atualização. As outras dependem de uso regular, e é aí que redes verticais perdem a força de luta se não tiverem uma experiência de uso rica.

Por outro lado, redes sociais genéricas como o Facebook possuem flexibilidade muito maior quanto à abrangência de funcionalidades que podem construir. Acredito que a adição de especialidade a redes genéricas possui mais chances de ser percebida positivamente pelos usuários, já que eles ingressam nas mesmas com um pensamento de “tudo em um”. Mesmo assim, o excesso pode ser negativo. Ninguém quer um frankenstein de micro-redes mal-integradas e mal-absorvidas, certo?

Ter os mesmos amigos em diferentes plataformas/serviços não agrada, pois não há interação entre eles. Então surgiu a necessidade de um “sistema operacional” social. Disso nasceu a Plataforma Facebook e, mais recentemente, o Google OpenSocial. É aí que acredito estar a grande revolução. Permitir, de forma aberta, o desenvolvimento de redes dentro de redes, recursos e funcionalidades multi plataformas será o fator definitivo para tornar as redes sociais algo realmente relevante na interação com o consumidor, permitindo às mídias sociais atuar nessas pequenas vilas.

Uma dificuldade crescente será a identificação de uma rede social como tal, quando cada vez mais sites de consumo preocupam-se em agregar elementos sociais. Portanto, se serão redes sociais se verticalizando ou sites de conteúdo naturalmente vertical se socializando eu já não sei dizer, mas acredito que as duas tendências levam para o mesmo lugar. Resta entender misturas como o case Microonderia.com como sendo, além de interessantes, naturais nessa fase de transição. Os já usuários do Camiseteria.com ganharam uma diversão a mais e a Brastemp que nos diga o que ganhou com isso. Legal eu achei, mas pra que serve?

Adendo: Prometi a alguns falar de métricas nesse post, mas o assunto se estendeu e acabou que fiquei com dois posts na mão. Portanto, a métrica de Social Media será tratada num próximo post, já engatilhado. Devo falar também daquilo que tenho notado ser tabu nas mesas de bar onde se juntam nerds e publicitários mais descolados: métrica para marketing de guerrilha.

oC no #EBP2008

12 de Junho, 2008 escrito por Gustavo Alves

ebp2008Uma porção de blogueiros já falou sobre o EBP (encontro de blogueiros publicitários). Para evitar a fadiga redundância de conteúdo, vou me conter apenas aos dois pontos mais importantes: a Heloisa e o #nob. (confira os links de quem falou sobre no fim do post)

 

 

Essa é a Heloisa

Ela é modelo, atriz e... humm, deixe pra lá!

E esse é o nob

Aí então ela me sugeriu um anal giratório. WTF?

pronto, acabô.

 

 

 

:-P

 

 

 

xD

 

 

 

### Timeout LOL ###

 

Falando sério agora, leia o resto do post aí…

Leia o artigo completo »

Marketeie seu Recrutamento e Seleção

3 de Junho, 2008 escrito por Leandro Gabriel

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Vi lá no IceCream que hoje começou o Programa de Estágio 2008 da Sinc, com 21 vagas para estudantes de diversas áreas relacionadas a Web, Marketing e Publicidade. A agência criou um Hotsite para divulgação do programa onde faz uma brincadeira referindo-se ao aprendizado que os estágios proporcionam. O site transmite a idéia de que você aprende como se dar bem no trabalho antes mesmo de começar.

Iniciativas assim são extremamente interessantes porque são a aplicação prática da teoria, defendida por Kotler[bb], de que o marketing deve se fazer presente na empresa como um todo, e não confinado a um departamento, tratado apenas como sendo uma maneira de facilitar que a empresa se livre daquilo que produz.

Uma empresa que dedica sua capacidade criativa no planejamento e execução de um Programa de Recrutamento e Seleção deixa claro que realmente se importa com esse processo e que não medirá esforços em conduzi-lo. Essa atenção especial ao recrutamento cria interesse e expectativa naqueles que dele participam, além é claro de ajudar a apresentar o perfil da empresa.

Essa iniciativa em especial me chamou atenção por conta do humor usado no Hotsite. Chamou a atenção do pessoal do IceCream e chamou a minha atenção, a ponto de valer um post. Só não sei dizer se isso conta como Marketing de Guerrilha.

E sua empresa? Se preocupa e se dedica aos funcionários que ainda não contratou? Comente aí!

Programa Roda Viva empurra a Internet pra mais perto da TV

13 de Maio, 2008 escrito por Leandro Gabriel

A imagem eu roubei no TwitterBrasil, usurpando a autorização dada à Lufreitas.

Ontem à noite a Fundação Padre Anchieta deu mais um passo em direção à revolução na mídia como conhecemos.

Estreou ontem a experiência de convidar usuários do Twitter para participar do programa Roda Viva, comentando e pontuando diretamente do estúdio a entrevista enquanto é conduzida. A Lúcia Freitas, o Pedro Doria e eu formos os twitteiros convidados para a entrevista dessa semana, com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, tendo como tema central a nova Política Industrial, que foi lançada esta segunda-feira com o objetivo de melhorar o saldo da balança comercial brasileira.

Não vou ficar entupindo os leitores deste blog com meus comentários sobre o assunto, até porque, eles podem ser encontrados no Tweetscan. Recomendo fortemente a leitura dos comentários de @lufreitas e @pedrodoria, que sabem fazê-los muito melhor que eu. Vale à pena também dar uma olhada na reação geral de todo mundo, que participou lindamente da brincadeira. Fui convidado para falar sobre economia no twitter, mas fui”contratado” pelo oniscienteCOLETIVO para falar de Web sob o ponto de vista de negócios, então darei a César o que é de César.

Bacana por que?

Ressalto, assino embaixo e faço cartaz de tudo que o Otubo elogiou em seu post, que saiu agorinha antes do meu. E acredito que essa iniciativa, de aproximar a internet, enquanto mídia interativa, da mídia tradicional é MEMORÁVEL. Confesso que, assim como Pedro Markun, minha esperança é que iniciativas assim comecem a puxar a toalha para o lado certo da mídia. O lado colaborativo! Informação unilateral já não nos serve mais.

O Otubo pediu nos comentários e eu me escondo na velha justificativa de ter postado com sono. Fora o fato de AINDA ser “blogueiro iniciante”. A Lucia ainda me avisou na madrugada que estava mastigando o que ela queria no post dela e eu insisti em postar indigesto. Corrijo o erro de forma retroativa, mesmo sendo pecado.

De fato, parece esquisito uma cobertura no twitter de um programa que é transmitido ao vivo. Pra que uma cobertura se já está todo mundo assistindo e se os twitteiros convidados não são uma ponte ou interface da “Twittosfera” com o programa?

O bacana da idéia, IMHO, é o fato de trazer as conversas que aconteceriam em casa, entre pessoas assistindo juntas, para dentro do programa. O título do post resume bem o que quero dizer: A iniciativa empurrou a interatividade da internet pra mais perto da TV. Simples assim. Não disse que empurrou pra dentro, só pra mais perto.

Cabe lembrar que trata-se de uma EXPERIÊNCIA. Viu-se que as pessoas na internet interagem, percebeu-se que elas compraram a idéia. Resta para os defensores da mídia interativa, como eu e todos os que cito nesse post, torcer para que a idéia e experiência possam ir além disso. Que a TV Cultura empurre cada vez mais a interatividade. E que venha o dia em que essa interatividade, ao invés de apenas comentar a pauta, comece a pautar o programa! Mantenho então minha posição e trato essa inovação com um passo. Um belo passo, mas ainda não é uma corrida inteira.

Do mais, sobre a experiência em si:_rodaviva-cracha.jpg

Logo que cheguei já ganhei um crachá que sabia meu nome, dizia que eu era especial e pra que eu servia (pra twittar, no caso). O número ao lado do meu “cargo”, pelo que entendi, marca minha posição no estúdio, que aparentemente segue o script da apresentação.

Fui apresentado a um sem fim de ilustres como Paulo Markun, o presidente da Fundação Padre Anchieta. As apresentações foram conduzidas pela querida Lúcia, que conhece todo mundo de todos os lugares, e ficamos “horando” na salinha, enquanto não começava o programa.img_1076.jpg

Num dado momento, chegou à festa Luis Nassif, ídolo dos leitores da Revista Veja. Jamais eu, simples mortal, poderia evitar a tietagem, então fui lá (depois do programa) e pedi uma foto com ele pra mostrar pra minha mãe vocês. A Lúcia também me quebrou esse galho, e fotografou o que julgou ser a melhor foto da noite.

No fim, aconteceu exatamente como eu previa/gostaria. Falei no twitter alguns aspectos da nova política tentando sincronizar com o que era discutido na entrevista, conversei com twitteiros diversos e “respondi” ao que entrevistado e entrevistadores diziam. Ou seja, me meti a besta mesmo! Cheguei até a falar mais do que devia, floodando quem acompanhava a tag #rodaviva, mas acho que fiz jus a minha presença no estúdio, tratando do tema economia de forma agradável aos que me aturaram.

Gostei bastante da dinâmica criada por conta de @lufreitas e @pedrodoria, comunicadores experientes que são, estarem lá. Cada um pontuava a entrevista de um jeito bem particular, como se pode notar nas twittadas.

Agradeço à TV Cultura pela oportunidade de participar dessa brincadeira que considero um grande passo para a abertura do acesso à informação e espero ter atendido às expectativas dos idealizadores.

Update: O Pedro Doria mandou bem explicando qual a vantagem dessa brincadeira para o jornalismo.

Update 2: Mudei um monte de coisa e transformei isso aqui num post digno. Sei que é pecado, mas esse blog vai durar e um dia vocês acabam me perdoando. No fim, só alterei alguns links e embasei melhor minha visão da experiência, atendendo ao pedido do Otubo, nos comentários.